segunda-feira, 2 de julho de 2012
2 - UM DIA DE HORROR
Na noite do terceiro dia era aproximadamente três horas da manhã fomos dormir meio bêbados, após descansar um pouco acordei ouvindo passos em direção a minha barraca, peguei a lanterna e logo pensei que Edgard estava vindo pregar alguma peça em mim, Lilian se levantou e colocou a cabeça para fora da barraca e tomou um susto e se voltou para dentro apavorada dizendo:
_É um homem, e não é Edgard e nem André!
Sai com a lanterna em punho e acendi na direção do homem, vi um homem pálido um metro e setenta e cinco mais ou menos com o a boca e o nariz sangrando, tomei um susto e logo vi os meus amigos saindo das barracas.
_O que aconteceu senhor? Precisa de ajuda? Tem mais alguém ferido?
O homem se aproximou e Lilian foi até ele mesmo com medo, pois como era enfermeira sabia que sua obrigação era ajudar quem precisasse da mesma, a acompanhei e o homem deu um grunhido, mais parecia um animal do que um humano, e então ele se jogou em cima de Lilian e lhe desferiu uma mordida em seu ombro esquerdo, ela deu um grito que ecoou pelo local inteiro, bati com a lanterna na cabeça do homem que não queria solta-la, agarrei-o e o joguei para a esquerda, André e Edgard vieram correndo em direção para ajudar e tentaram segurar o homem que se arrastava de novo para Lilian, ele fora segurado e eu fui socorrer minha amada, o homem tentou desferir uma segunda mordida, mas dessa vez em André mas foi impossibilitado por Edgard que o segurou aplicando um golpe de jiu-jitsu que treinará desde pequeno, André pegou um pedaço de madeira da fogueira e bateu na face do agressor onde não demonstrou sinal de dor, e assim recebeu mais duas onde seu pescoço fora quebrado e ele caiu desfalecido no chão e solto por Edgard.
Eu estava cuidando de Lilian que sentia muitas dores quando as irmãs vieram ajudar-me, Edgard estava sem reação e pingava a suor e sangue enquanto André estava pasmo olhando para o corpo que acabara de golpear, o desespero me corroía, não sabia o que fazer enquanto ela agonizava de dor, não conseguia entender como a dor podia ser tão intensa assim por uma mordida no ombro, gritei para Edgard:
_Vá chamar uma ambulância, aqui não existe sinal de celular! Rápido!
Então assim ele foi juntamente com Carolina que saiu correndo atrás, passou-se trinta minutos e ela ainda sentia muita dor e o desespero só me corroía mais por dentro, quando ela desmaiou, e meu coração quase que parou naquele momento.
_André corra com meu carro atrás de Edgard e veja o que aconteceu ele esta demorando muito!
André saiu correndo até a barraca pegou a chave e foi atrás de Edgard, não queria tirar Lilian do local, pois só podia agravar o estado dela, talvez tenha sido o desespero que me tenha feito fazer isso, a segurei nos braços enquanto as lagrimas caiam então Larissa me puxou e disse:
_Está vindo mais alguém da mesma direção que ele veio! Apontando para o homem no chão e a seguir para um vulto que caminha como um enfermo vindo em nossa direção.
Levantei-me e peguei um pedaço de madeira, segurei firme com muito ódio que queria descontar olhei fixamente para o homem.
_Se você se aproximar mais um passo vai se arrepender!
O homem continuou e deu um grunhido assombroso, olhei com fúria nos olhos e fui de frente para ele, não sentia mais o frio da noite, o calor da madeira que ainda tinha pontos de brasa e nem a dor da mesma, só fui em direção a ele com um único intuito, derruba-lo e descobrir que diabos estava acontecendo, eu ainda não havia me dado conta de que aquele dia era ultimo antes de descobrir o monstro que existe em cada ser humano, aquele era o meu ultimo dia.
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